Pois é caros leitores, ando a deixar este local muito pouco cuidadinho. LOL Tal como diz o título um mês passou e uma Queima das Fitas também. Foi uma Queima diferente do ano passado, uma vez que não estive na organização, mas ao mesmo tempo diferente das outras por alguns momentos que me marcaram: a serenata, traçar a capa a um grande caloiro, o convivívio do NED, o Sarau na companhia do Orfeon, o Baile de Gala onde muita coisa há para desvendar, o Cortejo com a cartola azul e a contracena com a Joana Solnado, as noites passadas na zona VIP e perto do palco, o chá dançante com direito a competição de salto a corda, a directa da Garraiada sempre bem regada, o jantar da Queima da Amizade... enfim muitas emoções que marcaram esta Queima e que me marcaram a mim. Agora resta-me a clausura das próximas semanas. Venham os exames!SAUDAÇÕES ACADÉMICAS
...Decidi voltar a postar. Já há muito tempo que não escrevia neste espaço tão meu. Não é por falta de inspiração, mas por falta de tempo mesmo, ou até falta de net quando quero escrever (LOL). Bem estes últimos meses tem sido passados na minha nova casa, a FDUC, onde finalmente me encontrei, onde se dissipou aquele nevoeiro que em mim caía. As novas amizades, os novos projectos... tudo deu para arejar a cabeça, fazendo um autêntico refresh, entrei num novo mundo, numa nova casa, um sitio que me tem feito sorrir diariamente. Muita coisa mudou, muitas pessoas ficaram para trás (não por minha vontade), mas tudo o que veio de novo atingiu-me na positiva. Agora sinto-me integrado numa nova família, que luta por novos ideais, mas que acima de tudo se tem tornado um forte grupo de amigos. Todos nós tomámos uma Atitude, uma Atitude de Mudança. Mesmo que as coisas não corram pelo melhor, já tudo valeu a pena, porque a alma não é pequena.
"Agora sim, damos a volta a isto! Agora sim, há pernas para andar! Agora sim, eu sinto o optimismo! Vamos em frente, ninguém nos vai parar!
Agora não, que é hora do almoço... Agora não, que é hora do jantar... Agora não, que eu acho que não posso... Amanhã vou trabalhar...
Agora sim, temos a força toda! Agora sim, há fé neste querer! Agora sim, só vejo gente boa! Vamos em frente e havemos vencer!
Agora não, que me dói a barriga... Agora não, dizem que vai chover... Agora não, que joga o Benfica... E eu tenho mais que fazer...
Agora sim, damos a volta a isto! Agora sim, há pernas para andar! Agora sim, eu sinto o optimismo!" P'RA MUDAR BASTA QUERER!
(...) Depois de incontáveis minutos a decorar todos os traços do S. Pedro de Grão Vasco, terminamos a visita ao museu. E vamos tentar mais uma vez visitar a Sé. Neste momento os noivos já estão a abandonar o templo. Os gritos extasiados, as pétalas de rosa que chovem de todos os lados. Os parabéns que se ouvem, mesmo do outro lado da rua.
Entramos pela porta lateral e deparamo-nos logo com os claustros quinhentistas despertam o apetite para aceder ao interior da nave de uma das mais belas igrejas de Portugal.
A primeira impressão que temos quando entramos no templo de Santa Maria de Viseu é de deslumbramento. A mistura dos vários estilos cria uma harmonia perfeita desde as nervuras manuelinas do tecto à grandiosidade do altar-mor. O ambiente, preenchido pelo canto gregoriano que irradia das colunas escondidas nos pontos de maior amplitude sonora, faz dela um local de retiro e de solenidade. Não há ninguém a cantar, mas a música vem de colunas, habilmente posicionadas em vários locais. Sentadas nos bancos as pessoas rezam ou simplesmente deslumbram-se com a vista dos altares principais. Mais lá a frente, os cónegos da Sé preparam-se para ensaiar para os serviços religiosos de domingo.
É hora de deixar a alta de Viseu e descer até ao rossio. O sol já se está a por, o dia está a acabar. Mas ainda há muita coisa para se ver e ser vista. Passando pelos inúmeros bares e tascas da noite de Viseu, vamos passar pela antiga porta da muralha da cidade antiga.
Chegando ao Rossio, podemos ver as pessoas sentadas nas esplanadas dos cafés centrais, em frente ao edifício da câmara municipal, a tomarem o seu café e a fumarem o seu cigarro. Há muitas mesas cheias, e são maioritariamente jovens que as ocupam.
A azáfama da cidade de Viseu começa a terminar, para dar lugar à agitação da noite de Viseu. Passa-se pela zona de restauração do fórum antes para comer qualquer coisa antes de ir embora.
Já na viagem de regresso, a paisagem harmoniosa da cidade se vai afunilando, ficando um até já, porque há mais tesouros a descobrir na Capital da Beira Alta.
Reportagem ambiente que realizei no âmbito da cadeira do Géneros Jornalísticos. agradeço a colaboração da minha grande amiga Marta Costa!
(...)Continuando a subir a rua acabamos por chegar à Praça D. Duarte. Somos imediatamente saudados pela estátua d’ “O Eloquente” também conhecido como o “Rei-Filósofo”. Em redor da praça, o comércio tradicional tenta cativar os turistas a comprar produtos típicos e recordações da “Cidade Jardim”.À nossa frente já se erguem as quatro torres sineiras que circundam o Largo da Sé, um lugar mágico completamente amuralhado pelas rígidas e gastas paredes do antigo Paço Episcopal. Há menos gente a descobrir este pedaço de história, mas o casal com o carrinho de bebé não deixou de aproveitar o sol quente de uma tarde que é quase primaveril.Avançando mais uns metros, damos de caras com o pelourinho central do largo, um ponto central da cidade antiga. Por detrás dele, ergue-se a paisagem da cidade moderna coroada, ao fundo, pelos montes da Serra do Caramulo repletos com um manto branco de neve. Um contraste cinzento mas ao mesmo tempo luminoso. Duas metades de uma mesma história que se entrelaça sem querer. Junto àqueles cumes capitais que, só de se verem sente-se o frio.Misturados com a multidão de turistas que sempre dão algum movimento ao local, estão os convidados de um casamento que se vai iniciar. Podem-se ver os chapéus de palha, as câmaras fotográficas empunhadas para todos os locais. Ao mesmo tempo uma miscelânea de fatos e vestidos de gala. E, nesse preciso momento, chega uma limusina branca, de onde sai a noiva.Uma vez que vai haver casamento na igreja da Sé, vamos ter de deixar a visita a esse monumento para mais tarde. Mas, logo ao lado, no edifício central do antigo paço, encontra-se imediatamente uma alternativa para passar o tempo. Estamos a falar do famoso museu Grão Vasco.Somos convidados a entrar e a fazer uma viagem ao passado, examinando a obra de um dos maiores pintores do renascimento português. Na recepção, a guia turística, vestida a rigor com a farda azul do museu, espera um grupo de turistas. Tem o cabelo apertado com força na nuca e a cara bem pintada. O ar aspira simpatia por isso juntamo-nos ao grupo na visita guiada.Somos convidados a subir ao primeiro piso e somos logo deparados com a Sala Barroca. Preenchem esta sala esculturas megalómanas de santos que outrora estiveram colocados nos altares da Igreja da Sé. De olhar atento, com casacos grossos, meia dúzia de pessoas olham para as esculturas com admiração. Comentam umas com as outras os sentimentos vagos que as imagens transmitem, uma mistura de sofrimento e uma austeridade própria da arte barroca.Na sala da frente, as louças e a ourivesaria da sala da Cerâmica fazem as delícias dos apreciadores desta arte. Há menos gente nesta sala e as vozes ecoam pela prata do século XVII.A funcionária do museu, com a sua voz coloquial e quase monocórdica de quem tem a lição bem estudada, afirma que por muita vontade que tenhamos, não nos podemos sentar.Lentamente, subimos ao piso mais emblemático deste museu. É aqui que está toda a produção artística da escola de Vasco Fernandes, o Grão Vasco. São várias salas do que mais belo há da pintura renascentista portuguesa.Na visita a este piso, a maior parte do tempo é gasta no compartimento onde se encontra o quadro mais notável da obra de Grão Vasco – “O S. Pedro”. Os quatro metros de altura do quadro e a perfeição da personagem central fazem com que todos fiquem estupefactos a olhar. Até mesmo o grupo mais silencioso faz ouvir um sonoro “ah!” de espanto. Os comentários que mais se ouvem são de deslumbramento com a obra. O homem que tem o boné da Nike na mão questiona como seria possível, naquela altura, a concepção de uma obra como aquela. Encosta a mão ao ouvido da senhora que o acompanha, para não falar demasiado alto e incomodar o resto dos turistas.
Chamam-lhe a “Cidade Museu” e dizem que foi onde Grão Vasco nasceu. Viseu apresenta-se como uma das mais belas cidades do interior de Portugal, uma harmonização, quase perfeita, do antigo com o moderno.
Visitar a cidade assemelha-se a dar um belo passeio por um jardim de cultura e de história. Depois de passarmos pela mata do Fontelo e pela estátua de Viriato, que dá as boas vindas a todos os seus visitantes, deixamos o carro junto ao largo da feira de S. Mateus e encontramos finalmente a cidade. Andar a pé por Viseu é sempre a melhor opção até porque o centro histórico está vedado ao trânsito.
No meio de labirintos de ruas e outras encruzilhadas, andamos sempre no meio da maré de gente apressada. Algumas ruas mais acima, acabamos por chegar ao imponente largo de Santa Cristina, coroado pela igreja com mesmo nome e pelo seminário. Subindo os degraus até à porta de madeira entreaberta, deixamo-nos engolir com a magnitude das três janelas envidraçadas e das duas torres sineiras. Este local é como que um portão de entrada para as ruas comerciais e mais movimentadas da cidade.
E é numa dessas ruas que paramos para observar. Na Rua Formosa centenas de pessoas olham para as montras que tentam, muitas vezes em vão, cativá-las a entrar. Algumas pessoas enchem as esplanadas das pastelarias, descansando das exaustivas compras ou simplesmente para descansar. Como o senhor de barbas brancas a fumar cachimbo enquanto lê o Público e toma o seu café fumegante. Na Pull&Bear o barulho de sacos à porta enche o ar. Vêem-se sacos a andar de um lado para o outro enquanto as pessoas tentam não serem atropeladas nesse rodopio. Mais à frente, também a Pautónia está cheia de gente, maioritariamente mulheres de meia-idade. Nas mais diversas lojas existentes o movimento não pára. Desde as mais simples às mais conhecidas há comércio para todos os gostos e idades.
Ao seguir pela Rua Direita e virando para a Rua do Gonçalinho encontramos a famosa Casa de Fados, “Retiro do Hilário”, um restaurante típico dedicado a um grande cultor do Fado de Coimbra, Augusto Hilário. Entramos no salão de jantar e deparamo-nos com um ambiente sossegado. As janelas deixam entrar a claridade do meio do dia, mas o burburinho das pessoas deixa antever um dia complicado de trabalho. O restaurante está quase sempre cheio, mas a solenidade do espaço é normalmente respeitada. Depois de algum tempo à espera de mesa, finalmente o criado apresenta-nos a ementa recheada. Depois de mais alguns minutos depois de escolhido o prato, engana-se o estômago com as entradas. O pão e a broa acompanhados de manteiga fazem as delícias dos mais esfomeados. Finalmente o cheiro do azeite quente invade a mesa, já cheia de migalhas. É altura de saborear um delicioso bacalhau com broa, um dos pratos mais afamados do “Retiro do Hilário”. A acompanhar está sempre um bom vinho tinto do Dão ou, para os mais novos, uma garrafa de Coca-Cola. De fundo, ouvem-se uns acordes de Fado, a banda sonora ideal enquanto se come.
Findo o almoço é hora de continuar a descobrir os tesouros da cidade. A azáfama não terminou, apesar de estarmos agora nas horas do dia de maior calor. São as esplanadas e os cafés que agora estão repletos de gente. A famosa “bica” e alguns refrescos são os pedidos mais frequentes que se ouvem ao passar no meio das cadeiras.